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domingo, 3 de abril de 2011

O lixo, afinal, no rumo certo




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É justo cobrar os custos de coleta e destinação de quem os gera, e não transferi-los à sociedade. É assim em todos os lugares do mundo onde melhores soluções foram encontradas



Anuncia-se decreto com base no qual, cumprindo uma lei de 2002, a Prefeitura de São Paulo afinal vai cassar os alvarás de bares, restaurantes, lojas e outros estabelecimentos que deixarem de contratar empresas privadas para recolher seu lixo, se produzirem mais de 200 quilos (equivalentes a três sacos) por dia. Não há outra solução para as 4.147 empresas cadastradas como "grandes geradoras", diz a Prefeitura, embora já haja mais de 5 mil com cadastro vencido e se estime que o total de grandes geradoras seja de mais de 100 mil (entre 1 milhão de empresas). Também órgãos públicos (com exceção de escolas) terão de se enquadrar. A decisão tem forte apoio das empresas que hoje coletam todo o lixo, já que, por receberem valores fixos (e não por tonelada), terão seu trabalho reduzido. E a Prefeitura acaba de prorrogar por um ano o contrato de varrição com cinco empresas, por R$ 437 milhões.

Também não há outra solução para a área de resíduos a não ser cobrar de quem os gera os custos de coleta e destinação. É assim em todos os lugares do mundo onde melhores soluções foram encontradas. São Paulo chegou a ensaiar um projeto nessa direção há alguns anos, criando uma taxa na administração Marta Suplicy - que acabou voltando atrás e dizendo que fora um grave erro político. Por essa e outras, a cidade continua sem solução para as 17 mil toneladas diárias de lixo que gera, com seus aterros esgotados e passando por usinas de triagem apenas 5% do lixo total, que tem algum aproveitamento. Mas a cidade, segundo a Sabesp, chega a despejar 400 toneladas de lixo por dia na Represa Billings.

Na verdade, é uma situação comum na maior parte das grandes cidades brasileiras, todas com seus aterros esgotados, sem novas soluções, pagando fortunas para transportar e depositar seu lixo a grandes distâncias. É assim em Belo Horizonte, em Curitiba, no Rio, no Recife (que paga R$ 1,2 milhão por mês por 1.700 toneladas diárias). Brasília não tem solução para o seu lixo, que em grande parte continua a ser depositado num lixão. Em Goiás, esgotou-se o prazo dado pelo Ministério Público para que 132 de seus 246 municípios apresentassem alternativas para os lixões onde depõem os seus resíduos.

Em São Paulo, restaurantes, bares e outros estabelecimentos comerciais já anunciam que vão cobrar de seus clientes os custos da contratação de empresas transportadoras do lixo. É justo que seja assim: o ônus, o custo, deve caber a quem o gera; não deve ser transferido para toda a sociedade, indiscriminadamente, em impostos ou taxas genéricos. E em quase todo o mundo o princípio é esse. Um dos países onde o sistema deu mais certo - inclusive porque vai até mais além - é a Alemanha, que criou o sistema Green Dot (Ponto Verde). Ele estabelece que os custos com os resíduos cabem a quem os gera, desde a indústria até o gerador domiciliar. Com base nele, implantou-se no país um sistema de coleta dupla: o poder público recolhe nas residências e nos estabelecimentos comerciais o chamado lixo orgânico e dá-lhe destinação (compostagem ou incineração); o gerador domiciliar ou comercial de lixo paga uma taxa proporcional ao volume da lata ou contêiner que utilize (10 litros, 20 litros, etc.). O chamado lixo seco (papel, papelão, latas, vidros, etc.) é separado à parte e recolhido pelo sistema Green Dot, que também lhe dá destinação (reutilização, reciclagem ou incineração). Grandes volumes exigem coletas especiais, pagas separadamente das taxas.

Com a introdução desse sistema, os produtores industriais daquilo que se pode transformar em lixo tiveram interesse em reduzir suas dimensões, seu peso e número - já que pagam ao Green Dot proporcionalmente. E com isso o volume de lixo seco na Alemanha se havia reduzido em 15% em oito anos, quando o autor destas linhas lá esteve documentando o sistema para uma série na TV brasileira. Não é pouco.

Em todos os países da Escandinávia vigoram sistemas semelhantes, sempre com o mesmo princípio: os custos da coleta e destinação cabem a quem os gera. Em alguns deles, entretanto, as regras são mais fortes, chegam a proibir a utilização de determinados materiais, para evitar o aumento do lixo. Mas as pressões industriais são sempre muito fortes, há avanços e recuos.

Onde as regras são mais consolidadas e avançadas, como na Suécia, há sistemas sofisticados de reciclagem até de veículos. Ali, o comprador de um veículo novo paga, nesse momento, uma taxa de reciclagem, pela qual recebe um certificado - que passa adiante no momento em que se desfaz do veículo. A taxa vai de mão em mão até o último proprietário, que julga não ter o veículo mais condições. Leva-o, então, a uma empresa de reciclagem autorizada e dela recebe o valor da taxa que acompanhou o veículo. A empresa recicladora, primeiro, recolhe todos os fluidos do veículo, destina-os a sistemas especiais de reciclagem. Em seguida, retira tudo o que ainda pode ser utilizado - vidros, pneus e outros materiais -, que revende, dando certificados de garantia.

A carcaça restante é recolhida por outra empresa, que a submete a prensagem e encaminha a uma terceira, que a pica e destina os materiais resultantes a siderúrgicas (para serem queimados em altos fornos) ou à substituição de brita, quando é o caso. A Suécia espera que no final desta década já esteja reciclando 100% dos veículos.

Soluções existem. Mas em quase todos os lugares no Brasil os administradores públicos fogem delas, por temerem a impopularidade com a cobrança de taxas específicas. Pensam eles que, diluído o custo por todos os contribuintes, sem identificá-lo, não haverá protesto. Mas é muito injusto. Favorece quem já pode mais e gera mais lixo - e ainda vai pagar menos impostos. Dificulta o controle das contas. E estimula a geração de mais resíduos, que não terão onde ser dispostos. Estimula a degradação urbana.

*Washington Novaes é jornalista

Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/lixo/residuos-coleta-destinacao-empresas-sao-paulo-610678.shtml

Artigo originalmente publicado no jornal O Estado de S. Paulo, na seção Espaço Aberto

Resíduos sólidos: regulamentação começa a sair do papel

Rogerio Montenegro

PRESENTE E FUTURO


Com a aprovação e a regulamentação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, no ano passado, começou a corrida contra o tempo. Neste mês, está prevista a criação de um comitê orientador ministerial, que deverá estabelecer as regras para a implementação da logística reversa. E, até dia 21 de junho, as diretrizes do Plano Nacional de Resíduos Sólidos deverão ser definidas. O mesmo deve ocorrer no âmbito dos estados e municípios

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Sucena Shkrada Resk - Edição: Mônica Nunes
Planeta Sustentável - 01/02/2011


A regulamentação da PNRS - Política Nacional de Resíduos Sólidos*, esperada por 21 anos, começa a sair do papel, após a publicação do Decreto nº 7.404, de dezembro do ano passado. Silvano Silvério da Costa, secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do MMA – Ministério do Meio Ambiente, informou, hoje, que deverá ser formado o comitê orientador da política da logística reversa, até o próximo dia 17. Será constituído por cinco ministérios, entre eles, o próprio MMA. A pasta coordenará os trabalhos, para que os parâmetros sejam estabelecidos no país. O instrumento é destinado a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação ambientalmente adequada.

Os segmentos que obrigatoriamente integrarão o processo são os de agrotóxicos, eletroeletrônicos e seus componentes, lâmpadas fluorescentes, óleos lubrificantes e seus resíduos e embalagens, pilhas e baterias e pneus.

“O objetivo é lançar um edital, no qual se estabelecerá metas, atores envolvidos, prazo para os acordos setoriais a serem estabelecidos, além de metodologia do impacto social, se vai ser com municípios, catadores ou outras partes interessadas. Depois haverá consulta pública. Não deverá haver a formação de monopólios”, explicou Silvério da Costa, durante o encontro “Política Nacional de Resíduos Sólidos e a Lei Municipal do Grandes Geradores – Da Regulamentação à Prática”,realizado pela Fecomercio, em São Paulo. Somente depois desse processo, serão finalizadas as regras da logística reversa no país.

“A responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do produto é de fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, consumidores e titulares de serviços públicos de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos. Visa a minimização de resíduos e seus impactos”, diz. Todo o esforço será voltado para reutilização e reciclagem, segundo o secretário. “Se não houver iniciativa dos setores para contribuir nos acordos, o próprio governo tomará a iniciativa de decidir sobre a implementação”, alertou.

Silvério da Costa disse que, hoje, 37% dos resíduos são secos; 70% úmidos, o que significa que podem ser direcionados à compostagem, e o restante são rejeitos, que não podem ser reaproveitados. O maior desafio para a implementação da nova legislação será o país não ter mais nenhum lixão e os aterros absorverem só rejeitos - que não sejam reutilizáveis ou recicláveis -, até o dia 2 de agosto de 2014 (prazo estipulado pela legislação).

“O Brasil gasta R$ 8 bilhões por não reciclar o que tem de ser reciclado, segundo estudo do IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada”. Na avaliação do secretário, o melhor caminho para a criação de aterros são por meio dos consórcios intermunicipais. “Em 18 estados brasileiros, já está sendo estudada a regionalização”.

Para que tudo isso aconteça, mais um desafio a ser superado será de até 21 de junho haver a implementação do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, como também, no âmbito dos Estados, consórcios municipais e municípios.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Educação ambiental: país ganha fundo


Da Agência Ambiente Energia - A Educação Ambiental no Brasil está prestes a entrar num novo momento. No dia 5 de abril, em São Paulo, acontecerá assembléia de apresentação do Fundo Brasileiro de Educação Ambiental (FunBEA) e de seu Estatuto Social. O FunBEA é um fundo público não-estatal voltado para o fomento de projetos, programas e ações de Educação Ambiental. Com a presença de representantes dos governos federal, estadual e municipal, Universidades, ONGs, setor empresarial, entre outros, o evento marcará a aprovação simbólica do estatuto do fundo.

O FunBEA captará recursos junto a entidades, empresas e organizações nacionais e internacionais como estratégia para o financiamento consistente da Educação Ambiental como política pública voltada à justiça socioambiental. Desde setembro de 2010, o FunBEA conta com apoio técnico da Universidade Federal de São Carlos (UFScar), sede deste período de incubação.

O Estatuto Social do FunBEA ficou em consulta pública entre janeiro e março de 2011, concluída com mais de 1.300 acessos de várias regiões do Brasil e do exterior, como Estados Unidos, Portugal, Rússia, Argentina, França, Alemanha e Reino Unido. Com a aprovação no dia 5 de abril, o Estatuto Social do fundo terá sua primeira revisão um ano depois.

O fundo é fruto de iniciativa criada por um grupo de profissionais e militantes ligados à Universidade de São Paulo (USP), Universidade de Campinas (Unicamp), Universidade Federal de São Carlos (UFScar), ao Ministério do Meio Ambiente e ao Ministério da Educação, à Coordenadoria de Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de São Carlos e profissionais de áreas correlatas atuantes em diferentes coletivos de educadoras e educadores ambientais no país.

Serviço:

O que: Assembléia de apresentação do Fundo Brasileiro de Educação Ambiental (FunBEA)
Quando: 5 de abril
Horário: 18:30 às 21 horas
Onde: SESC Consolação – São Paulo (SP)
Endereço: Rua Dr. Vilanova, 245(próximo à estação República do Metrô)
Inscrições: funbea.ambiental@gmail.com.br
Telefone: (16) 3351-8771
Skype: funbea.online


Fonte: http://www.ambienteenergia.com.br/index.php/2011/03/educacao-ambiental-pais-ganha-fundo/10072

A energia eólica e os impactos ambientais


Por Marilia Bugalho Pioli* - Processos judiciais e reclamações quanto aos impactos ambientais provocados pela energia eólica levanta a polêmica: afinal, este tipo de energia é a favor ou contra o meio ambiente?

Em tempos de preocupação com o meio ambiente – que em verdade é muito mais um caso de sobrevivência do que mera consciência ecológica – as questões de desenvolvimento sustentável e de matriz energética renovável ganha destaque mundial.

O Brasil, que já foi apontado por um estudo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente como maior mercado mundial de energia renovável – apresenta-se como grande expoente no mercado de energias renováveis, tendo atraído a atenção de investidores estrangeiros e encontrado respaldo governamental por meio da realização de leilões em que se comercializa energia oriunda de fontes renováveis, a exemplo das eólicas, da biomassa e das PCHs (pequenas centrais hidrelétricas).

A grande estrela das fontes renováveis no Brasil tem sido inquestionavelmente a energia eólica. Nos dois leilões realizados em agosto de 2010 (leilão de energia de reserva e leilão de fontes renováveis), 70% da energia negociada provém dos ventos. Uma das grandes vantagens alardeadas da energia eólica – e são muitas – é o fato de ser uma fonte eminentemente limpa e “semp impacto” ao meio ambiente.

Contudo, já começam a circular notícias de problemas advindos dos impactos ambientais provocados pela energia eólica. Mas, afinal… a energia eólica causa ou não impacto ambiental?

Recentemente estão circulandno notícias, principalmente pela internet, de ações judiciais e queixas sobre poluição sonora e visual, sobre desvalorização imobiliária das propriedades vizinhas dos gigantes cataventos, alteração nos componentes geoambientais (água, solo, morfologia, topografia e paisagem), alteração dos fluxos das marés e até alegações mais extremas como a que atribui aos sons e vibrações dos aerogeradores impactos fisiológicos como taquicardia, náuseas e visão turva.

O objetivo aqui não é analisar a veracidade ou não de tão drásticas alegações (até mesmo porque para isso são necessários dados técnicos e científicos válidos, até agora inexistentes), mas alertar para os extremismos das expressões e afirmações. A energia eólica causa impacto ambiental? Sim, causa, como eu causo, você causa, os animais causam, toda a humanidade e a modernidade causam (com certeza o meio ambiente era muito melhor quando os portugueses aproximaram suas naus da costa brasileira). Viver causa impacto ambiental. Enfim, tudo causa impacto ambiental. Portanto, condenar a energia eólica por causar impacto ambiental é condenar tudo o mais que existe no mundo.

Este outro extremo, por sua vez, não pode servir de muleta para justificar qualquer medida ou implantação de “parques de vento”. Não é porque tudo causa impacto ambiental que se vai concluir que qualquer medida ou implantação é justificada porque, afinal, não há nada que se possa fazer quanto a isso. Os extremos são sempre muito perigosos.

Em vez de erguerem-se bandeiras antiventos e alçarem-se vozes contrárias à instalação de parques eólicos, há que se exigir o estabelecimento de critérios técnicos que conduzam a diligências eficazes e conscientes para diminuir os inevitáveis impactos sobre o meio ambiente.

O Brasil padece de um marco regulatório padrão para os cada vez mais difundidos parques eólicos em nosso território. Por mais falha que seja a legislação brasileira para o setor, nesta área as normas ambientais são as mais abundantes. Falta, contudo, uma padronização para estabelecer uma criteriosidade e garantir a mitigação dos impactos ambientais.

A Constituição Federal de 1988 foi a primeira das constituições brasileiras a abordar o meio ambiente, tendo-lhe sido dedicado um capítulo exclusivo. A proteção ambiental foi descentralizada, o que significa que todos os entes federativos (União, Estados, Municípios e Distrito Federal) têm competência, dentro dos limites constitucionais, para tratar de matéria ambiental, não havendo subordinação de uns em relação aos outros. Por isso, não se pode obrigar que um Estado aja ou atue como outro.

No entanto, essa independência federativa não pode resultar em situações tão díspares quanto as que se apresentam hoje. O que é preciso para obter a licença? Depende de qual Estado irá albergar o parque eólico! Essa situação sai do campo da autonomia federativa para tornar-se um problema na media em que critérios são impeditivos de concessão em determinados Estados e permissivos em outro. Por certo que as características de cada local devem ser consideradas e importam consideravelmente na análise que conduzirá à concessão ou não da licença, mas o que se tem hoje é um grande disparidade de exigências.

Assim, por exemplo, é exigência de EIA (Estudo de Impacto Ambiental) e seu consequente RIMA (Relatório de Impacto Ambiental) ao invés de RAS (Relatório Ambiental Simplificado) para a concessão das indispensáveis licenças ambientais para as instalações dos parques. Pelo país há órgãos ambientais que exigem o EIA e o RIMA ao passo que outros se contentam com o RAS. Será suficiente?

A exemplo de outras “modernidades” que foram criando e dominando os espaços urbanos, diante da necessidade de aumento do fornecimento de energia e da utilização de alternativa à eletricidade dos combustíveis fósseis, o alastramento de parques eólicos parece inevitável. Estudo do Conselho Mundial de Energia Eólica (GWEC), já amplamente divulgado, aponta que a energia eólica deverá atender 12% da demanda elétrica mundial em 2020, podendo chegar a 22% em 2030.

Por esse mesmo estudo, em 20 anos estima-se que serão gerados três milhões de empregos diretos e indiretos ligados à energia eólica (atualmente são 600 mil trabalhadores). O meio ambiente, por sua vez, será beneficiado na próxima década com 1,5 bilhão de toneladas anuais de dióxido de carbono que deixará de ser lançado na atmosfera.

A tendência de ampliação de aerogeradores espalhados pelo mundo, e em especial no Brasil, revela-se também pela ampliação da competitividade da “indústria eólica” na medida em que essa indústria já vem se desenvolvendo, tanto no aspecto tecnológico quanto no econômico. A energia eólica, que até há poucos anos era proclamada como proibitivamente cara, no último leilão já alcançou patamares inferiores aos preços das PCHs. No leilão de 2009 o preço médio de venda ficou em R$ 148,39/MWh, ao passo que o de 2010 caiu para R$ 130,865/MWh.

Todos esses fatores indicam a inevitabilidade do desenvolvimento do setor, sendo também inevitável a discussão e as providências quanto aos impactos ambientais. Pregar que a energia eólica não causa impacto ambiental é afirmação extema e ingênua, da mesma forma que é exacerbado atribuir-lhe impactos da monta como já vem sendo noticiado em casos narrados pela imprensa.

A evolução e a modernidade exigem sacrifícios – quem não recorda do Salto de Sete Quedas no Rio Paraná, a maior cachoeira do mundo em volume de água, que desapareceu para dar lugar à Usina de Itaipu? – e o impacto ambiental sempre existirá. Esse fato, por óbvio, não é uma apologia à destruição ou ao descaso com a natureza, nas tão-somente um alerta para que as questões ambientais sejam tratadas com o critério que exige, sem excessos para que não se chegue ao extremo de impedir o progresso ou de comprometer o meio ambiente.

Fonte: http://www.ambienteenergia.com.br/index.php/2011/02/sao-paulo-um-retrato-dos-indicadores/9198

São Paulo faz reunião na área de energia


Da Agência Ambiente Energia - Com a presença do governador Geraldo Alckmin (foto), o Conselho Estadual de Política Energética de São Paulo (CEPE) se reuniu pela primeira vez, na quarta-feira, 30 de março, numa conferência no Palácio dos Bandeirantes. Temas como bioenergia, cogeração de energia, energia solar fizeram parte da pauta do encontro, que também marcou o lançamento da Matriz Energética do Estado de São Paulo 2005 – 2035, uma detalhada pesquisa que vai subsidiar futuras ações e políticas estaduais na área de energia.

“São Paulo tem tamanho de país. Tem parque industrial e população de país. Temos grandes desafios. Tenho certeza de que o Conselho Estadual de Política Energética trará muitas contribuições a São Paulo e ao Brasil”, disse o governador Geraldo Alckmin, após a apresentação dos membros do CEPE.

Ppresidente do CEPE, José Aníbal (foto), ressaltou a importância de um fórum de discussão e de indução de políticas públicas tão qualificado e variado como o que foi instalado na manhã de hoje. “Unir personalidades de notório saber, representantes do setor produtivo, representantes do governo e dos institutos de pesquisa dá uma boa química. Uns pedem mais foco, outros mais regulamentação, outros pedem mais abertura ao Governo Federal. A demanda sobre a área energética é enorme. Isso mostra como foi oportuna a recriação da Secretaria de Energia e a instalação do Conselho.”, concluiu Aníbal, também secretário estadual de Energia e presidente do Fórum Nacional de Secretários de Estado de Energia

Além dos titulares das pastas citadas, o CEPE é formado por representantes da Assembleia Legislativa (Rodrigo Del Nero), das universidades públicas (Carlos Alberto Canesin/Unesp), dos institutos de pesquisa (João Fernando Gomes de Oliveira/IPT), da FIESP (Carlos Antonio Cavalcante), da FECOMÉRCIO (Sanae Murayama Saito), da FAESP (Fábio Salles Meirelles), e por quatro membros de notório saber (professor José Goldemberg, professor José Sidney Martini, professor Sérgio Bajay e professor David Zyjlbersztajn).

Na abertura da reunião, o professor José Goldemberg destacou que o planejamento energético e as diretrizes estratégicas não podem deixar de lado a questão da sustentabilidade. “Enquanto a Inglaterra cobra 16 € por tonelada emitida de CO2, o governo brasileiro isentou o IPI dos automóveis sem pedir nenhuma contrapartida ambiental das montadoras. É preciso agir”, disse. O secretário de Agricultura de São Paulo, João Sampaio, defendeu o incentivo e o desenvolvimento das pesquisas na área de energia.

O representante da Unesp, Carlos Alberto Carmesin, ressaltou o enorme potencial em energia fotovoltaica que o Brasil não aproveita. Enquanto países como a Alemanha produzem mais de 50% de sua eletricidade a partir da energia solar, o Brasil, que possui um potencial incomparavelmente superior, não domina a tecnologia nem estimula adequadamente o seu uso em grande escala. “O mesmo pode ser dito da energia eólica”, completou.

Fonte: http://www.ambienteenergia.com.br/index.php/2011/03/sao-paulo-faz-reuniao-na-area-de-energia/10330?utm_campaign=UA-10095781-1&utm_medium=twitter&utm_source=twitter

quarta-feira, 30 de março de 2011

Os fatos sobre a Produção de Petróleo e Gás

Alguns comentários recentes na imprensa tentou pintar um quadro que um acordo sobre as questões energéticas assinado durante a viagem do presidente ao Brasil demonstra uma falta de compromisso com a produção doméstica de petróleo e gás. Vamos ser claros - esta administração está empenhada em desenvolver uma ampla gama de fontes de energia, e nós sabemos que os preços elevados na bomba estão forçando os americanos a fazer escolhas difíceis. É por isso que continuará a tomar medidas que, a longo prazo, vai economizar dinheiro norte-americanos na bomba e diminuir a nossa dependência do petróleo estrangeiro. Estamos solidários com o nosso desejo de ser um parceiro estratégico do Brasil em questões energéticas, mas quando se trata da produção doméstica nosso recorde fala por si só, e independentemente do que alguns gostariam de crédito, esse registro torna claro que estamos totalmente comprometidos com o desenvolvimento nacional recursos de forma segura, responsável e eficiente.

Foi menos de um ano desde que o maior derramamento de óleo na história dos EUA. Nesse tempo, este governo tem trabalhado agressivamente para implementar a segurança sem precedentes e novos padrões ambientais que se acumulam sobre as lições aprendidas com o derramamento de petróleo em águas profundas Horizon. produção Contrariamente às alegações enganosas, continuou. Após o desenvolvimento de importantes novos padrões, o Departamento do Interior (DOI) tem trabalhado com a indústria para garantir que cumpre as normas, e como resultado, tem a data de emissão 39 autorizações para novos poços em águas rasas. Em fevereiro, as empresas petrolíferas foram finalmente capazes de desenvolver os sistemas de águas profundas primeiro confinamento - projetado para conter vazamentos se o pior acontecer, como aconteceu no caso da Horizon em águas profundas. Baseado em que a capacidade - avaliados caso a caso, permitir-a-licença-base desde 28 de fevereiro, DOI emitiu seis licenças de perfuração em águas profundas. Cada permissão necessária para cumprir com todas as novas normas, incluindo a demonstração de que eles podem conter um vazamento de petróleo submarino, como o que lançou 4,9 milhões de barris de petróleo no Golfo do México no ano passado.

DOI também está tomando uma série de outras medidas para incentivar a produção offshore nacional, de imediato e no longo prazo. Na verdade, apenas segunda-feira passada, a agência aprovou o Plano de Pesquisa em águas profundas pela primeira vez desde novas normas foram postas em prática - um passo que foi aplaudida pela indústria e não apenas mostra da indústria a capacidade de cumprir as normas importantes, mas irá resultar na possibilidade de adicionais perfuração em águas profundas licenças.

Estes esforços também são sustentados pela produção responsável, que está supervisionando o DOI no onshore terras públicas também. Em 2010, o Bureau of Land Management (BLM), realizada 33 de locação e venda de petróleo gás, cobrindo 3,2 milhões de hectares, e processadas mais de 5.000 pedidos de licenças de perfuração (APD) no Federal e terras indígenas. Em 2011, a BLM está programado para realizar um adicional de 33 vendas, locação e do gabinete espera processar mais de 7.200 APDs.

É claro que a produção não é apenas sobre a ação federal, a indústria precisa fazer a sua parte, não só tomar as medidas necessárias para desenvolver e produzir com responsabilidade, mas garantir que eles usam as concessões que eles têm. Atualmente, apenas 45 por cento de todas as concessões de terra estão produzindo ativamente, e menos de 30 por cento dos milhões de hectares em regime de locação offshore estão produzindo. É por isso que o governo também está tomando medidas para fornecer incentivos adicionais para a indústria a desenvolver petróleo e gás do locações que já estão em suas mãos.

Esta administração continuará a tomar medidas concretas e imediatas de apoio à produção nacional de fundo, bem como expandir nossa carteira de energia para aumentar as fontes de energia limpa e investir em eficiência através da placa. Como disse o Presidente em 11 de março, "a noção de que meu governo fechou a produção de petróleo pode fazer por uma mordida de som boa política, mas não condiz com a realidade."

Heather Zichal é adjunto do Presidente para Energia e Mudanças Climáticas

terça-feira, 29 de março de 2011