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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Tempestade Fred se torna furacão no leste do Atlântico


MIAMI (Reuters) - A tempestade tropical Fred ganhou força e se tornou um furacão no leste do oceano Atlântico na noite de terça-feira, mas não deve atingir nenhuma ilha da região, de acordo com o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos.
O Fred tinha ventos máximos de 120 quilômetros por hora e estava localizado a oeste-sudoeste das Ilhas de Cabo Verde, na costa oeste da África.
Segundo furacão da temporada de 2009 do Atlântico, o Fred está na categoria 1 na escala de intensidade de furacões Saffir-Simpson, que vai até 5.
De acordo com o centro dos EUA, o Fred deve fazer uma curva para o noroeste e depois seguir para o norte, ficando a milhares de quilômetros de distância da costa leste norte-americana.
O Centro Nacional de Furacões acrescentou que o furacão deve permanecer no leste do Atlântico, bem distante do Golfo do México, onde estão concentradas as operações de gás e petróleo dos EUA.
À meia-noite (horário de Brasília), a tempestade estava localizada a 715 quilômetros a oeste-sudoeste de Cabo Verde e estava seguindo em direção oeste-noroeste a cerca de 19 quilômetros por hora, de acordo com especialistas climáticos.

UE corta verba para acordo sobre clima pós-Kyoto


BRUXELAS (Reuters) - A União Europeia voltou atrás nos planos de dar bilhões de euros aos países pobres para convencê-los a ajudar a combater a mudança climática, mostra a minuta de um documento.
O financiamento proveniente dos países ricos ao mundo em desenvolvimento emergiu como o principal obstáculo nas negociações sobre o clima que antecedem a conferência internacional de Copenhague em dezembro.
A Etiópia alertou na semana passada que a África vetaria qualquer acordo em Copenhague que não fosse suficientemente generoso.
O bloco de 27 países da UE tenta buscar uma unidade em sua contribuição para quebrar o impasse.
"Um acordo sobre financiamento será central para se chegar a um acordo em Copenhague", diz a versão preliminar de um relatório da Comissão Europeia obtido pela Reuters na terça-feira.
O bloco indicou na semana passada que poderia pagar entre 13 e 24 bilhões de euros (19 e 35 bilhões de dólares) anualmente para o mundo em desenvolvimento até 2020 a fim de ajudar a pagar uma conta total de estimados 100 bilhões de euros.
Mas essa contribuição foi reduzida no começo desta semana a um valor entre 2 e 15 bilhões de euros, de acordo com o relatório intitulado "Um projeto europeu para o acordo de Copenhague".
"Nós saudamos o fato de eles terem colocado números concretos sobre a mesa, mas os números são muito baixos", disse o ativista do Greenpeace Joris den Blanken.
"Não há tempo para esses jogos políticos", acrescentou. "Nós temos apenas três semanas restantes para negociações ativas." Os números não devem ser finalizados antes de quinta-feira.
EFICIÊNCIA ENERGÉTICA
Boa parte da redução no financiamento veio depois de a UE ter modificado sua perspectiva sobre como as reduções das emissões da indústria e das usinas deveriam ser financiadas no mundo em desenvolvimento.
Cerca de 80 a 90 por cento desses cortes nas emissões ocorreriam via melhorias na eficiência energética, que se pagariam por si mesmas e deveriam ser financiadas pelas atividades empresariais locais, afirmou o relatório da Comissão.
Den Blanken, no entanto, discordou, ressaltando a lentidão da própria UE em estimular investimentos em eficiência energética em casa. "O fato é que essas medidas custam dinheiro no começo e não dão retorno imediato", acrescentou ele.
A União Europeia tem se mostrado interessada em provar aos países em desenvolvimento que é sincera em suas promessas de financiamento e recentemente sugeriu um "financiamento rápido" a partir de 2010 como prova de que está pronta para ajudar.
Os países ricos deveriam mobilizar de 5 a 7 bilhões de euros por ano a partir de 2010, e a UE pode fornecer até 2,1 bilhões de euros desse valor, acrescentou o documento.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Código Ambiental do Município


Encontro vai debater projeto de Código Ambiental do Município
Publicado em: 03/09/2009 - 12:02



O grupo de trabalho de Meio Ambiente do Movimento Nossa São Paulo convida a todos para um debate sobre o projeto de lei 252/07, que cria o Código Ambiental do Município de São Paulo, de autoria do vereador Chico Macena (PT). A proposta tramita atualmente na Câmara Municipal.
A Constituição Federal, em seu artigo 30, determina que todo município brasileiro deve elaborar seu próprio código ambiental. A discussão sobre o tema se torna ainda mais urgente com o agravamento do aquecimento global e insere-se no contexto da campanha pelo Dia Mundial Sem Carro, comemorado sempre em 22 de setembro.
Entre os objetivos do projeto em tramitação na Câmara estão estabelecer normas para emissão de poluentes, o uso racional dos recursos naturais e compatibilizar o desenvolvimento econômico e social com a conservação ambiental e a qualidade de vida da população.
O debate será realizado no próximo dia 10, às 9h, na Câmara Municipal. Haverá transmissão ao vivo por webtv neste portal e os internautas poderão fazer perguntas e propostas por e-mail ou twitter em tempo real. Os interessados em comparecer ao local do evento, devem confirmar presença pelo e-mail codigoambientalsp@nossasaopaulo.org.br.
Propostas e sugestões ao projeto podem ser enviadas para: e-mail codigoambientalsp@nossasaopaulo.org.br ou para o twitter GT Meio Ambiente http://twitter.com/gtmamnsp.
Programação: • Abertura - Maurício Broinizi, da secretaria executiva do Movimento Nossa São Paulo• Apresentação do GT de Meio Ambiente - Belô Monteiro (coordenador do GT) • O que é e como está a tramitação do PL 252/07, projeto de lei que cria o Código Ambiental do Município de São Paulo - vereador Chico Macena (PT)• Explicação sobre o orçamento da cidade de São Paulo no PPA e a relação com as questões ambientais suscitadas pelo PL 252/07 – Odilon Guedes (ex-vereador, coordenador do GT de Orçamento do Movimento Nossa São Paulo)• Debate entre os participantes e apresentação de sugestões, com recepção de perguntas e respostas e interação via internet com os participantes que estejam assistindo à transmissão.
Para acessar o texto do PL 252/07, clique aqui
Serviço:Debate sobre o Código Ambiental do Município de São PauloData: 10/9, das 9h às 11hLocal: Câmara Municipal, Sala Prestes Maia, 1º andar. Viaduto Jacareí, 100.

Dia Mundial Sem Carro

A edição deste ano do Dia Mundial Sem Carro, comemorado no dia 22 de setembro, será marcada por debates, protestos e diversas manifestações de rua, que vão ocorrer a partir do dia 17. As ações estão sendo organizadas por um coletivo, proposto pelo Movimento Nossa São Paulo e formado por dezenas de organizações (entre elas, Akatu, Campanha Tic Tac, Coletivo Ecologia Urbana, SOS Mata Atlântica, Respira São Paulo, Sesc e Transporte Ativo) e centenas de pessoas que já se engajaram na campanha. Qualquer cidadão pode participar das atividades propostas.
Mais do que estimular as pessoas a deixarem seus carros em casa durante um só dia, a idéia da campanha é marcar a luta por um transporte público de qualidade, por menos poluição do ar, por respeito ao pedestre, por mais ciclovias, enfim, pela mobilidade urbana.
Programação do Dia Mundial Sem Carro 2009:
17/9, quinta-feira18h, Desafio Intermodal – Um mesmo trajeto (da Av. Eng. Luiz Carlos Berrini à sede da Prefeitura de São Paulo, na região central) será percorrido por pessoas utilizando diferentes meios de transporte (bicicleta, metrô e ônibus, carro, moto, pedestre e até helicóptero) no horário de maior congestionamento. O objetivo é avaliar quem chega mais rápido. A atividade é realizada desde 2006 e já se tornou tradicional em São Paulo. Inscrições para a atividade pelo e-mail gabriela@isps.org.br.
18/9, sexta-feiraLançamento da 3ª edição da pesquisa Movimento Nossa São Paulo/ Ibope sobre mobilidade em São Paulo neste portal – A pesquisa aborda diversos aspectos relativos à locomoção na cidade em perguntas como: Quanto tempo você leva para se deslocar todos os dias para sua atividade principal? Caso houvesse uma boa oferta de transporte público, você deixaria de usar o carro? Com que frequência utiliza transporte público? E bicicleta? Os entrevistados também responderão perguntas que abordam temas polêmicos e recentes, como a opinião sobre a restrição aos fretados, a ampliação da Marginal Tietê, a liberação do serviço de mototáxi e a inauguração de ciclofaixa entre parques aos domingos.
Das 7h às 19h, “Vaga Viva” (esquina da R. PadreJoão Manoel e Av. Paulista, ao lado do Conjunto Nacional) – transformação de espaços de estacionamento na rua em local de convivência e práticas lúdicas. Inscrições para a atividade pelo e-mail gabriela@isps.org.br.
21/9, segunda-feiraDas 9h às 13h, debate “O Impacto da Poluição na Saúde Pública”, no Auditório da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - O tema principal será o efeito do diesel com alto teor de enxofre e as consequências do não-cumprimento da resolução 315/2002 do Conama, que previa a comercialização do combustível mais limpo a partir de janeiro deste ano. Inscrições pelo e-mail zuleica@isps.org.br.
Agenda provisória:Mesa 1 - A poluição do ar em São Paulo e suas causasClaudio Alonso (CETESB-confirmado)Mesa 2 - O efeito da poluição na saúde públicaProf. Dr. Paulo Saldiva (Laboratório de Poluição Ambiental – Faculdade de Medicina da USP-confirmado)Prof. Dr. Antonio Carlos Palandri Chagas (Presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia-confirmado)Januario Montone (Secretário municipal da Saúde-confirmado)Mesa 3 - Ruído urbano e seus efeitos na saúde públicaAlfred Szwarc (ADS tecnologia e desenvolvimento sustentável-confirmado)Mesa 4 - Responsabilidades e Soluções Lisa Gunn (Coordenadora Executiva do IDEC - Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor- confirmada)Hélio Mattar (Diretor-Presidente do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente-confirmado)Alfred Szwarc (ADS tecnologia e desenvolvimento sustentável-confirmado)José Gabrielli (Presidente da Petrobrás)Eduardo Jorge (Secretário municipal do Verde e Meio Ambiente-confirmado)Carlos Ibsen Vianna Lacava (Secretaria estadual do Meio Ambiente-confirmado)Dr. José Eduardo Ismael Lutti (Promotor, secretário executivo da Promotoria de Justiça do Meio Ambiente da Capital-confirmado)Cledorvino Belini (Presidente da Fiat)Marcos Sérgio de Oliveira (Presidente da Ford)Thomas Schmall (Presidente da Volkswagen)Antosson (Presidente da Scania)Tommy Svensson (Presidente da Volvo)Gero Hermann (Presidente da Mercedes-Benz)
19h30 às 21h30, em local a confirmar, seminário “A importância de um Plano Municipal de Transportes em São Paulo” - tem como objetivo principal elaborar uma proposta para o Plano de Circulação Viária e Transportes para a cidade de São Paulo. O plano está previsto no Plano Diretor Estratégico e, pela lei, deveria estar pronto desde 2006. Debatedores convidados: Ladislau Dowbor (PUC-SP -confirmado), João Lacerda (ONG Transporte Ativo-confirmado), Horácio Figueira (vice-presidente da Associação Brasileira de Pedestres e consultor da Abramet - Associação Brasileira de Medicina de Tráfego-confirmado), Assuncion Blanco (Associação Viva Pacaembu), e Hugo Pietrantonio (USP). Inscrições para o debate pelo e-mail andrea@isps.org.br.
22/2, terça-feira, Dia Mundial Sem Carro Das 7h às 19h, “Vaga Viva” (esquina da R. PadreJoão Manoel e Av. Paulista, ao lado do Conjunto Nacional) – transformação de espaços de estacionamento na rua em local de convivência e práticas lúdicas. O espaço também será utilizado para uma oficina de montagem de “ando-móveis”, estruturas de madeira que lembram o formado de um automóvel mas que são movidas pelas pessoas.
A partir das 9h, marginal do Rio Tietê, na altura da Ponte das Bandeiras, “Praia do Tietê” – Atividade promovida pela Fundação SOS Mata Atlântica que pretende reunir 200 pessoas para encenar uma manhã de lazer, com caminhada, jogos e até espaço para banho de sol na "praia do Tietê" . O cenário contará com esteiras, cadeiras de praia e guarda-sol. O objetivo é imaginar uma cidade com rios limpos, revitalizados, atraentes para a população.
A partir das 9h, Av. Paulista com R. Augusta, Manifesto por um ar mais limpo e em favor da mobilidade urbana em São Paulo – com máscaras anti-poluição, participantes distribuirão um manifesto, inédito, assinado por diversas organizações, que alerta sobre os impactos da poluição veicular na saúd e pública e no aquecimento global e sobre a urgência de medidas que estimulem a mobilidade sustentável – ciclovias, transporte público acessível e de qualidade, prioridade ao pedestre.
Inscrições para as atividades pelo e-mail gabriela@isps.org.br.
Programação do Sesc:
SESC CARMO
PEGUE CARONA NESSA IDEIA Evento Dia Mundial Sem Carro. Intervenções artísticas de uma trupe de palhaços que percorrerá diferentes ruas do centro de São Paulo, com distribuição de material informativo e ações interativas. Os atores terão a missão de sensibilizar as pessoas sobre a importância de mudare criar hábitos saudáveis, como caminhar e andar de bicicleta.Roteiro:SESC Carmo, Praça Poupatempo, Pça da Sé, Rua XV de Novembro, Pça Antonio Prado, Rua São Bento e Lgo São Bento, Líbero Badaró, Viaduto do Chá, R. 24 de Maio, Av. Ipiranga, Barão de Itapetininga, Viaduto do Chá, Praça Pratriarca, Rua Direita, Praça da Sé e Rua do Carmo. Com OsSustentáveis – Agentes de Transição. Grátis. 22/09. Terça, das 10h às 14h00.
SESC SANTANA
CONHECER SÃO PAULO PELO METRÔ O Turismetrô é o fruto de uma parceria entre a São Paulo Turismo e o Metrô. Objetiva percorrer pontos turísticos e históricos da cidade de São Paulo com o transporte coletivo. Para isso foram elaborados roteiros diferentes, sendo que os percursos têm acompanhamento de guias. Inscrições na Central de Atendimento, de 28/08 a 11/09. Ponto de Encontro Entrada da Unidade às 12h. O bilhete de metrô não está incluso na inscrição. Dia 19/09 roteiro da Luz e 20/09 roteiro do Teatro Municipal. Grátis. 19/09, 20/09. Sabado e domingo, às 12h.
OS AUTOÓLICOS ANÔNIMOS Intervenção artística que tem como objetivo sensibilizar a população para o uso consciente do automóvel e mostrar alternativas de transporte na cidade de São Paulo. Com Cia Dona Conceição. Vários espaços da unidade. Grátis. 22/09. Terça, das 18h às 20h30.
SESC ITAQUERA
NATUREZA E MEIO AMBIENTE O caso da guarda que nada sabia e da ciclista que tudo ensinavaDe maneira leve e engraçada uma ciclista argumenta com uma guarda de trânsito pouco consciente sobre a importância de se criar mais ciclovias e espaços públicos apropriados para os pedestres, a necessidade de se ter uma melhor malha de transporte público, e os benefícios da redução da poluição atmosférica e sonora. Intervenção nas alamedas da Unidade.Dia 19/09, sábado, às 12h30, 14h e 15h30.
SESC IPIRANGA
CAMINHADA URBANA Caminhada pelo bairro do Ipiranga, Parque da Independência e arredores, com percurso aproximado de 8km e 2 horas de duração. Com orientação dos técnicos do SESC. Para maiores de 16 anos. Inscrições na Central de Atendimento a partir de 01/09. Saída da frente da Unidade. Grátis. Dia20/09. Domingo, às 9h30.Exposição
SESC OSASCO
PEDALE NO TEMPO Exposição que vai mostrar diversos modelos de bicicletas que rodaram entre as décadas de 1940 e 1990, e que ainda hoje permeiam o imaginário de muitas pessoas. Mostrando um pouco dahistória e da contribuição que este veículo trouxe para o desenvolvimento da nossa sociedade, na área do lazer e transporte, e mais recentemente para a melhoria da qualidade do ar. Essa exposição faz parte do acervo da São Paulo Hawks. Na Praça de Eventos do Osasco Plaza Shopping, localizado na Rua Tenente Avelar Pires de Azevedo, Nº 81. Grátis. De 22/09 a 12/10. De segunda a domingo, das 10h às 22h. Osasco.
PEDALANDO DO CALÇADÃO Vivência físico-esportiva com triciclos que pretende estimular o uso da bicicleta como opção de transporte e atividade física. No Calçadão do Osasco Plaza Shopping, localizado na Rua Tenente Avelar Pires de Azevedo, Nº 81. Grátis. 22/09. Terça, das 11h às 17h.Osasco
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domingo, 6 de setembro de 2009

Conferência discute direito ambiental e Amazônia

Manaus - O crescimento econômico, o desenvolvimento social e a preservação ambiental fazem parte de uma mesma equação que pode ser perfeitamente equilibrada, segundo a senadora Marina Silva (PV-AC). “O crescimento econômico tem ocorrer na perspectiva do desenvolvimento sustentável que melhore a vida das pessoas, preserve as bases naturais e que, obviamente, contribua com o equilíbrio do planeta”, disse a senadora, em Manuas.Marina Silva esteve na capital do Amazonas, ontem (4), para participar da abertura da Conferência Nacional sobre Direito Ambiental e a Questão da Amazônia. Ela também fez palestra sobre o tema Desmatamento e o Papel do Direito.Depois de receber o 1º Seminário de Direito Ambiental, promovido pela Advocacia-Geral da União (AGU) e pela Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), em maio deste ano, Manaus foi novamente escolhida como cidade-sede de debates nacionais sobre questões ambientais da Amazônia.
Durante a conferência serão tratados aspectos jurídicos da questão ambiental, problemas relacionados aos efluentes industriais, abertura de estradas, desmatamentos, biopirataria e outras atividades nocivas à natureza. A organização do evento informou que mais de 700 inscrições foram feitas - 200 participantes são de outros estados.A secretária de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas, Nádia Ferreira, considera a legislação ambiental atual exigente, mas necessária para que se consolidem as políticas públicas. Na opinião dela, é possível implementar o desenvolvimento sustentável com redução de desmatamento.“O Amazonas é prova disso, com seus resultados de redução de desmatamento alcançados por meio de políticas públicas embasadas sobretudo na educação ambiental e no fomento às atividades produtivas sustentáveis”, destacou Nádia.Com relação às expectativas sobre o evento, a secretária afirmou que espera ver, em breve, regulamentações jurídicas diversas na área ambiental. “É importante que os juristas que estão no evento tenham sensibilidade quanto à importância de regulamentarem temas tão importantes e que trarão, por exemplo, remuneração aos povos da floresta que já prestam serviços ambientais.”A Conferência Nacional sobre Direito Ambiental e a Questão da Amazônia se estende até a próxima segunda-feira (7). O evento é promovido pela Comissão Nacional de Direito Ambiental do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e terá como resultado a Carta de Manaus. O documento conterá os princípios que vão orientar as ações da OAB em defesa da Amazônia.


Agencia Brasil

Brasil já recolheu 19,7 mil toneladas de embalagens de agrotóxicos em 2009

Brasília - O Brasil é o país que mais recolhe embalagens de agrotóxicos no mundo. Dados do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inPEV), entidade financiada pelas indústrias do setor, apontam que 24,4 mil toneladas de embalagens desse tipo foram recolhidas em 2008. Isso significa que 94% das embalagens vendidas são devolvidas para receber tratamento adequado. “Sozinhos, recolhemos mais da metade do total de embalagens recolhidas em todo o mundo”, informa o gerente de Logística do inPEV, Mário Fuji, à Agência Brasil. Segundo ele, até agosto de 2009 o país já recolheu 19,734 mil toneladas desse tipo de embalagem, número 17,6% superior ao registrado no mesmo período de 2008. Fuji explica que nos Estados Unidos apenas 20% das embalagens são recolhidas. No Japão esse índice é de 50%, enquanto na França é de 74%. No Canadá, 73% das embalagens são recolhidas e na Alemanha, 78%.Os especialistas da área creditam a legislação e a conscientização dos agricultores como os principais motivos do destaque brasileiro, comparado a outros países. “Existe uma lei federal [Lei 7.082] que determina: ao adquirir agrotóxicos, o produtor tem que devolver em até um ano a embalagem do produto nos postos de recolhimento”, explica o gerente de Defesa Sanitária Vegetal da Secretaria de Agricultura do Distrito Federal, Álvaro Caldas.“Os agricultores brasileiros realmente captaram a mensagem de que essas embalagens representam grande risco para o meio ambiente e para seres vivos”, avalia Mário Fuji. “Mas as campanhas publicitárias foram peças muito importantes para conscientizá-los”, completou.O gerente de Logística do inPEV disse que já foram realizadas três campanhas publicitárias sobre o tema. A última foi entre meados de 2007 e 2008, com mais de 3 mil inserções. “Muitas foram gratuitas graças ao apoio que a causa obteve na mídia”, explica Fuji. Ao comprar agrotóxicos nas revendedoras os agricultores são imediatamente informados sobre como fazer a devolução das embalagens vazias. “Essas revendas têm a obrigação de colocar, na nota, os postos e as centrais de recebimento. São cerca de 399 unidades espalhadas por todo o país”, disse Fuji.“Cabe ao inPEV recolher as embalagens nessas unidades, transportá-las e dar a elas o destino final ambientalmente correto, enquanto às revendas e cooperativas cabe disponibilizar e gerenciar as unidades de recebimento. Aos órgãos estaduais de agricultura cabe fiscalizar o processo”, explica Caldas.Os agricultores também têm suas responsabilidades. “Além de entregar a embalagem no prazo de até um ano após a compra, os agricultores são responsáveis por lavá-las e inutilizá-las, com um furo, após o uso. Eles precisam ter, também, um lugar específico e seguro para o acondicionamento, longe de alimentos, animais e pessoas”, disse Fuji.Depois de recolhidas e tratadas, as embalagens de agrotóxicos – geralmente feitas de polietileno de alta densidade – seguem para empresas de reciclagem. “É importante ressaltar que apenas as empresas licenciadas pelos órgãos de meio ambiente estaduais podem receber esses materiais para evitar que eles sejam utilizados para a fabricação de utensílios domésticos, como os que armazenam alimentos”, adverte Caldas.O gerente da Secretaria de Agricultura do DF explica que a partir do material reciclado é possível fabricar conduítes e dutos para fios elétricos, caixas plásticas, caçambas, embalagens para óleo automotivo, tubos para esgoto, suportes para fios de postes de energia, sacos plásticos para descarte e incineração de lixo hospitalar, além de tampas para outras embalagens de agrotóxicos. Para obter mais informações sobre como são os procedimentos para a devolução de embalagens de agrotóxicos os interessados devem procurar as revendas do produto em seu estado ou os órgãos de fiscalização, em geral secretarias de agricultura ou agências estaduais.

Agência Brasil

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Desenvolvimento Sustentável

http://www.youtube.com/watch?v=qMKvDbnqZBw