
Copenhague vira palanque para presidenciáveis
DC - 14/12/2009 - 23h48
Um dos mais importantes encontros de discussão de medidas para conter os efeitos do aquecimento global, a Conferência sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas (COP15), realizada em Copenhague, também tem sido nos últimos dias uma prévia do que será o palanque das eleições de 2010. Os principais nomes para a disputa à sucessão no Palácio do Planalto já estão na capital dinamarquesa e têm feito questão de se associar à causa ambientalista e ao desenvolvimento sustentável, temas que terão relevância nos debates políticos do ano que vem.
Os dois principais nomes na disputa, o tucano José Serra e a ministra Dilma Rousseff (PT), assumiram de vez o discurso ambiental em Copenhague.
O governador José Serra não perdeu tempo para calibrar o discurso. Em evento paralelo à Conferência, o tucano defendeu a utilização do etanol como uma das ferramentas para o Brasil atingir a meta de redução de emissões de gases estufa. "(O etanol é) um dos grandes cacifes do Brasil no plano internacional", afirmou, durante encontro realizado pela Aliança Brasileira pelo Clima ontem.
Segundo ele, por causa do intenso uso de etanol, o Estado de São Paulo tem um quarto da emissão de carbono per capita da média brasileira. "Avançamos mais que outros países na área de energia renovável", afirmou. Serra disse, ainda, que a cada oito unidades de energia de etanol produzidas, utiliza-se apenas uma de energia fóssil, o que contribui para a redução das emissões de CO2.
O tucano ainda defendeu a contribuição do Brasil para o fundo global de mudanças climáticas. A iniciativa, acredita, serviria para pressionar os países ricos a colaborar. "Se o Brasil, que é um país em desenvolvimento, se dispõe a fazer, sem dúvida nenhuma isso vai ampliar a pressão política sobre os desenvolvidos", afirmou.
A ideia original era que o fundo fosse mantido com dinheiro dos países desenvolvidos, que historicamente emitiram mais gases de efeito estufa, mas a inclusão dos países emergentes entre os financiadores entrou na mesa de discussão na COP15.
Chefe da delegação brasileira no evento e pré-candidata petista à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma não concorda com a obrigação de contribuição pelos países emergentes. Ela aumentou o tom no domingo ao enfatizar que o País não só planeja ter acesso a financiamentos do fundo mundial de combate às mudanças climáticas como também pretende fazer aportes de recursos.
A ministra-chefe da Casa Civil, identificada pelos ambientalistas como a "gerente do PAC", reafirmou a defesa do uso de combustíveis renováveis.
Por sua vez, a senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, também se contrapôs à ministra-chefe da Casa Civil e defendeu que o Brasil contribua com recursos para o fundo global que deverá ajudar os países mais pobres a enfrentar o aquecimento global.
"Acho que quem foi proativo chegando aqui com uma meta voluntária de redução de emissões, pode muito bem continuar com essa proatividades, colocando um esforço na cesta. O Brasil pode ajudar a desempatar esse jogo", disse. Para a provável candidata à Presidência, o País pode contribuir com ao menos R$ 1 bilhão para o fundo.
Paralisação - Um protesto dos países africanos acusando as nações ricas de se empenharem pouco na redução das emissões de gases estufa quase parou as negociações ontem em Copenhague. Eles acusaram os países ricos de tentar sepultar o Protocolo de Kyoto, que obriga as nações industrializadas a reduzirem suas emissões até 2012. (Agências)
DC - 14/12/2009 - 23h48
Um dos mais importantes encontros de discussão de medidas para conter os efeitos do aquecimento global, a Conferência sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas (COP15), realizada em Copenhague, também tem sido nos últimos dias uma prévia do que será o palanque das eleições de 2010. Os principais nomes para a disputa à sucessão no Palácio do Planalto já estão na capital dinamarquesa e têm feito questão de se associar à causa ambientalista e ao desenvolvimento sustentável, temas que terão relevância nos debates políticos do ano que vem.
Os dois principais nomes na disputa, o tucano José Serra e a ministra Dilma Rousseff (PT), assumiram de vez o discurso ambiental em Copenhague.
O governador José Serra não perdeu tempo para calibrar o discurso. Em evento paralelo à Conferência, o tucano defendeu a utilização do etanol como uma das ferramentas para o Brasil atingir a meta de redução de emissões de gases estufa. "(O etanol é) um dos grandes cacifes do Brasil no plano internacional", afirmou, durante encontro realizado pela Aliança Brasileira pelo Clima ontem.
Segundo ele, por causa do intenso uso de etanol, o Estado de São Paulo tem um quarto da emissão de carbono per capita da média brasileira. "Avançamos mais que outros países na área de energia renovável", afirmou. Serra disse, ainda, que a cada oito unidades de energia de etanol produzidas, utiliza-se apenas uma de energia fóssil, o que contribui para a redução das emissões de CO2.
O tucano ainda defendeu a contribuição do Brasil para o fundo global de mudanças climáticas. A iniciativa, acredita, serviria para pressionar os países ricos a colaborar. "Se o Brasil, que é um país em desenvolvimento, se dispõe a fazer, sem dúvida nenhuma isso vai ampliar a pressão política sobre os desenvolvidos", afirmou.
A ideia original era que o fundo fosse mantido com dinheiro dos países desenvolvidos, que historicamente emitiram mais gases de efeito estufa, mas a inclusão dos países emergentes entre os financiadores entrou na mesa de discussão na COP15.
Chefe da delegação brasileira no evento e pré-candidata petista à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma não concorda com a obrigação de contribuição pelos países emergentes. Ela aumentou o tom no domingo ao enfatizar que o País não só planeja ter acesso a financiamentos do fundo mundial de combate às mudanças climáticas como também pretende fazer aportes de recursos.
A ministra-chefe da Casa Civil, identificada pelos ambientalistas como a "gerente do PAC", reafirmou a defesa do uso de combustíveis renováveis.
Por sua vez, a senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, também se contrapôs à ministra-chefe da Casa Civil e defendeu que o Brasil contribua com recursos para o fundo global que deverá ajudar os países mais pobres a enfrentar o aquecimento global.
"Acho que quem foi proativo chegando aqui com uma meta voluntária de redução de emissões, pode muito bem continuar com essa proatividades, colocando um esforço na cesta. O Brasil pode ajudar a desempatar esse jogo", disse. Para a provável candidata à Presidência, o País pode contribuir com ao menos R$ 1 bilhão para o fundo.
Paralisação - Um protesto dos países africanos acusando as nações ricas de se empenharem pouco na redução das emissões de gases estufa quase parou as negociações ontem em Copenhague. Eles acusaram os países ricos de tentar sepultar o Protocolo de Kyoto, que obriga as nações industrializadas a reduzirem suas emissões até 2012. (Agências)
D. C. de 15 dezembro de 2009
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